O FANTASMA DO POLARÓIDE

John Huckert. Fonte: daily star

Poderia um espírito se comunicar através de fotos? Nos dias de hoje, um relato recente sobre isso dificilmente viraria reportagem ou viral na internet, já que atualmente é possível alterar fotos e vídeos muito fácil para fazer parecer que tem algum fantasma ali. Mas no começo dos anos 1990, só um trabalho com uma tecnologia que nem todos tinham, ou simplesmente, a pessoa rabiscando a foto poderia causar tais efeitos, o que muito fácil revelaria a fraude. 
No final dos anos 1980, em Glassel Park, Los Angeles - EUA, John Huckert começou a sentir sensações estranhas na casa do amigo John Matkowsky. 
Disse ele em mais de uma vez, que sentia um pequeno calor e formigamento pelo corpo quando entrava e ficava nela. Um pequeno arrepio no cabelo e nos pelos também acontecia e seu amigo, o outro John, sentia o mesmo.
Foi em 1991 quando Huckert ganhou uma câmera polaróide, um tipo de câmera fotográfica que tira fotos instantâneas as imprimindo na hora, hoje em dia usada mais por entusiastas e colecionadores. Uma dia naquele ano, Huckert notou que a porta do banheiro se abria, ele a fechava e depois se abria de novo. O estranho é que para abrir a porta, era necessário levantá-la e depois empurra-la, era impossível que alguma vibração de força pelo chão ou vento em condições normais a empurrasse e não tinha nada disso lá. As sensações estranhas continuaram e Huckert com a câmera na mão, teve a ideia, que para alguns até não faria muito sentido, de tirar um foto do lugar para ver se revelava alguma coisa. Um borrão branco como uma nuvem e o que pareciam ser olhos e boca, apareceram na foto do lado da porta do banheiro.

Fonte: mag cloud

No começo Huckert achou que poderia ser só um defeito na câmera e mostrou isso para o outro John. O xará de Huckert perguntou: uau, como você fez isso?
Ele contando o ocorrido e os dois um pouco intrigados, tiraram mais uma foto para ver melhor o que estava acontecendo e outro borrão branco apareceu do lado e um pouco acima de Huckert na foto. Continuaram a tirar mais fotos pela casa e o mesmo borrão aparecia nas outras. Huckert chegou até a pensar que poderia ser uma brincadeira de seu pai que foi quem tinha dado a ele a câmera, mas deixando um pouco de lado o ceticismo, eles dois chamaram mais amigos para aquela casa, para mostrar a eles o que estava acontecendo. Um desses amigos fez uma pergunta para aquela presença ali: você está aí? Foi quando que na foto veio escrito, naquela mesma forma borrada: yes.
A partir dali, estenderam uma conversa com perguntas para aquela estranha presença com o fantasma continuando a "escrever com sua energia" nas fotos. 
Quando perguntado o nome dele, o espírito respondeu, Wright e quando perguntado se era um fantasma bom ou ruim, ele respondeu: amigo. 

Fonte: kpcc

Fonte: kpcc

Algo intrigante, foi que quando mais um amigo de John perguntou quem ele era, o fantasma respondeu em latim que traduzindo para o português é: vítima de assassinato. O fantasma ainda deu outras respostas em latim. 
Wright ainda teria dito que a forma que ele saia de onde normalmente ficava para chegar lá, era o "fluxo", o que até hoje não é muito compreendido e isso de certa forma tem coerência com uma outra resposta do fantasma a uma das perguntas, que eles deveriam parar de fazer tantas perguntas e que não estavam prontos ainda. Segundo Huckert, ele percebeu que Wright era de fato uma consciência. 
Tinha não só consciência dele mesmo mas também dos outros ali presentes, revelando mesmo ser um ser, uma pessoa, uma personalidade.  
Huckert e seus amigos foram ao cartório local, intrigados em saber se tinha morado algum Wright naquela casa. Foram descobertos vários Wright que tinham alguma ligação indireta com o local, mas nenhum tinha morado ou sido morto lá.
Depois disso, mais amigos foram ainda chamados em festas na casa de Matkowsky, com vários deles trazendo suas câmeras polaróide e mais e mais fotos tiveram respostas dadas pelo fantasma. Foi quando John Huckert percebeu também que as respostas só vinham quando as fotos eram tiradas com câmeras spectre com rolos de filme spectre, visto que com câmeras polaroide de alguns amigos não vinham com as palavras e borrões.

Fonte: daily star

Fonte: kpcc

Veio a hipótese que talvez só a química e tecnologia específica do polaroide daquela marca, permitia captar as respostas.
Na época, tinha um programa no canal Fox americano chamado Sightings e os dois Johns finalmente ganharam coragem para expor isso para mais pessoas, entrando em contato com a equipe do programa para que fizessem uma reportagem sobre o caso na casa de Matkowsky. Porém, daquela vez, o fantasma parou de responder mas quando que a equipe do programa estava quase indo embora, em uma das últimas fotos, veio uma frase confusa: há números para lemures regulares. Lemur ou lemures são na mitologia romana antiga, espíritos vagantes que não tiveram um enterro apropriado ou ainda desejam e buscam algo que é importante para eles, no mundo físico. Isso poderia significar hipoteticamente, que há um limite físico de tempo ou de outro tipo, para esses espíritos vagarem fora do lugar onde deveriam estar, mas mesmo assim poderiam ser várias outras hipóteses e isso é só mais um mistério.
Tiveram mais conversas com Wright em mais encontros e sobre mais perguntas feitos pelos dois Johns e outras pessoas, o fantasma continuava a dar respostas profundas e as vezes confusas. Por vezes, novamente dizia que não era conveniente fazerem mais perguntas, sempre indicando no resumo de tudo, que cada coisa tem seu tempo, seu limite e eles não estavam preparados. 

Fonte: mundo gump

Parecia que aquela pessoa presente ali tinha um nível de conhecimento do mundo e do cosmos, muito além daqueles que estão desse lado daqui.
Uma certa vez ele disse para os presentes que eles deveriam rever e questionar no que acreditavam. Chegou então o dia que Wright disse: acabou agora, indicando que não se comunicaria mais com eles.
Quando a Spectre parou de fabricar as câmeras e filmes polaroides dela, ainda nos anos 1990, Huckert e seu amigo não podiam mais conversar com o espírito, naquele momento. As câmeras polaroide voltaram a ser fabricadas nos últimos 10 anos para a boa nostalgia de muitos e os dois amigos, em 2014, receberam mais equipes de reportagem na casa de Matkowsky. 
Naquele ano, na reportagem feita pela ABC, Wright surpreendentemente voltou a responder com: cave aqui.

Fonte: abc

Dando a entender que foi ali embaixo da casa, onde ele foi enterrado e talvez morto. Naquela mesma ocasião, os visitantes viram sombras negras nas fotos tiradas no meio da sala, que não se sabia se era Wright na forma como os polaroides novos mostravam ou não. Muitos céticos e especialistas de várias áreas questionaram a veracidade disso tudo ao longo dos muitos anos, tentaram refutar e não conseguiram. Huckert afirma que não é nunca foi o objetivo dele e do amigo, ganharem dinheiro com esse caso e fazerem as pessoas acreditarem, apenas que sentiam que isso simplesmente não podia ficar guardado com eles, por acharem isso muito grande e relevante. Esse fantasma ficou conhecido também como ghostwriter, fantasma escritor em tradução literal, pois ele tinha escrito isso em uma das suas respostas. 

Fonte: facebook

Segundo ainda John e seu amigo, eles tiraram cerca de 12.000 fotos em todo esse tempo, a maioria com respostas de Wright. 
Questionamentos se tudo isso não é uma grande armação, mesmo assim continuaram, visto que tanto um John quanto o outro são roteiristas de estúdios de cinema, o que para alguns indica que podem sempre ter tido um apoio da mídia e recursos para criarem essa história e ganharem visibilidade, mas não se pode dizer que isso de fato é verdade.
Quem é de fato Wright? Seria mesmo esse o nome dele? Porque precisava permanecer onde foi morto? O que é o fluxo? Deixe nos comentários o que você acha desse caso.

Muito obrigado pela leitura e se gostou, compartilhe e siga o blog para me ajudar nesse trabalho. Um abração e valeu!

Fontes:
  • Documentário Vida Após a Morte - Netflix
  • Dailystar
  • ABC
  • NPR podcast

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